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Mostrando postagens com o rótulo São Marcos

Evangelho do Dia 31/01/2026

São Marcos 4:35-41 No Evangelho de hoje, Jesus convida os discípulos a atravessarem para o outro lado, e é justamente no meio do caminho que a tempestade se levanta. Isso nos lembra que seguir Jesus não nos isenta das tormentas; às vezes, é a obediência ao chamado que nos coloca no meio delas. O detalhe mais desconcertante do texto é Jesus dormindo no barco enquanto o vento e as ondas ameaçam tudo. Para os discípulos, o silêncio de Jesus soa como descaso. Para nós, muitas vezes, também soa assim: oramos, clamamos, e parece que Deus está dormindo. Quando Jesus acorda e acalma o mar, Ele não repreende primeiro a tempestade, mas a fé dos discípulos. Isso revela que o maior perigo não eram as ondas, mas o medo que tomou conta do coração deles. A pergunta de Jesus — “Por que estais com tanto medo? Ainda não tendes fé?” — ecoa como um espelho para nossa própria caminhada. Quantas vezes já vimos Deus agir, mas, diante de uma nova crise, voltamos a agir como se Ele não estivesse no b...

Evangelho do Dia 30/01/2026

São Marcos 4:26-34 O Evangelho de hoje nos convida a olhar para o Reino de Deus com olhos mais pacientes e confiantes. Jesus fala de sementes lançadas à terra — pequenas, quase invisíveis — que crescem em silêncio, muitas vezes sem que o semeador entenda como. Há algo profundamente libertador nisso: o Reino não depende do nosso controle absoluto, da nossa ansiedade ou da nossa pressa. Ele cresce porque Deus age, mesmo quando não percebemos. A parábola nos lembra que existe um tempo próprio para cada coisa. A semente germina “de noite e de dia”, enquanto o semeador dorme e acorda. Assim também acontece na vida espiritual: nem tudo floresce no ritmo que desejamos. Muitas vezes queremos resultados imediatos, sinais claros, transformações rápidas. Mas Jesus nos ensina que o agir de Deus é constante, ainda que silencioso. Confiar é aceitar que o crescimento acontece mesmo quando não vemos. Já a imagem do grão de mostarda aprofunda essa esperança. O menor de todos os grãos se torna u...

Evangelho do Dia 29/01/2026

São Marcos 4:21-25 O Evangelho de hoje nos convida a repensar o sentido da luz que carregamos. Jesus usa imagens simples — a lâmpada, a medida, o ouvir — para revelar uma verdade profunda: aquilo que recebemos não foi feito para ficar escondido. A luz não existe para ser abafada, mas para iluminar; a palavra não é dada para ser acumulada em silêncio, e sim vivida, partilhada, encarnada no cotidiano. Quando tentamos guardar a fé apenas para nós, ela perde seu propósito. Quando a colocamos no alto, mesmo com nossas fragilidades, ela se torna sinal, orientação e esperança para outros. O texto também nos provoca sobre a forma como escutamos. “Prestai atenção ao que ouvis” não é apenas um aviso, é um chamado à responsabilidade. A medida que usamos — para acolher, julgar, perdoar ou ignorar — retorna a nós. Quem se abre com sinceridade, quem escuta com o coração disponível, recebe ainda mais compreensão e profundidade. Já quem se fecha, mesmo aquilo que pensa possuir vai se esvaziando aos...

Evangelho do Dia 28/01/2026

São Marcos 4:1-20 O Evangelho de hoje nos convida a olhar para dentro com honestidade. A parábola do semeador fala menos sobre a semente — que é boa e generosa — e mais sobre o terreno onde ela cai. A Palavra é lançada a todos, sem distinção, mas cada coração a recebe de um jeito. Às vezes somos caminho batido: a Palavra até passa por nós, mas não encontra espaço para entrar. O coração está endurecido pela pressa, pela indiferença ou pelas feridas acumuladas, e aquilo que poderia gerar vida se perde antes mesmo de criar raiz. Em outros momentos, somos solo pedregoso: acolhemos com alegria, nos emocionamos, mas não aprofundamos. Quando surgem as dificuldades, a fé que não criou raízes cede ao desânimo. Há também os dias em que nos tornamos terreno cheio de espinhos. A Palavra até cresce, mas é sufocada pelas preocupações, pelo medo do amanhã, pela busca incessante por segurança ou reconhecimento. Nada disso é mau em si, mas quando ocupa todo o espaço, impede o fruto de amadurecer. E...

Evangelho do Dia 27/01/2026

São Marcos 3:31-35 No Evangelho de hoje, Jesus redefine silenciosamente o que significa pertencer. Enquanto sua mãe e seus irmãos o procuram do lado de fora, Ele aponta para os que estão ao seu redor e declara que sua verdadeira família é formada por aqueles que fazem a vontade de Deus . Não há rejeição, mas um deslocamento profundo: o centro deixa de ser o laço de sangue e passa a ser o laço da obediência e do amor vivido. Esse texto nos convida a rever nossas certezas sobre proximidade e identidade. Muitas vezes, associamos pertencimento àquilo que é familiar, confortável ou herdado. Jesus , porém, amplia o horizonte: a família do Reino nasce da escuta atenta, da disponibilidade interior e da prática concreta da vontade do Pai. É um chamado que rompe fronteiras sociais, afetivas e religiosas, acolhendo todos que se dispõem a caminhar segundo o coração de Deus . Há também um convite pessoal aqui. Fazer a vontade de Deus não é apenas cumprir regras, mas entrar em uma relação viva,...

Evangelho do Dia 25/01/2026

São Mateus 4:12-23 O Evangelho de hoje nos coloca diante de um momento decisivo da vida de Jesus : o início de sua missão pública. Depois da prisão de João Batista, Jesus se retira para a Galileia — uma região simples, muitas vezes desprezada — e é justamente ali que a luz começa a brilhar com mais força. Isso já nos diz muito: Deus não espera os cenários perfeitos, os centros de poder ou as pessoas “ideais”. Ele começa onde há sombra, onde há gente comum, onde a vida acontece de verdade. O anúncio de Jesus é direto e exigente: “Convertei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus.” Não é apenas um convite à mudança moral, mas a uma nova forma de olhar a vida. Converter-se é mudar a direção do coração, alinhar-se com um Reino que já está em ação. O Reino não é distante nem abstrato; ele se aproxima quando alguém se dispõe a viver de outro modo. Em seguida, Jesus chama pescadores. Homens no meio do trabalho, com as mãos ocupadas, redes cheias de rotina e talvez de frustrações. Ele...

Evangelho do Dia 24/01/2026

São Marcos 3:20-21 No Evangelho de hoje, Jesus volta para casa, mas não encontra descanso. A multidão é tanta que Ele e os discípulos não conseguem nem comer. Diante disso, seus próprios familiares concluem algo perturbador: acham que Ele “está fora de si”. Esse pequeno trecho, quase discreto, revela uma das tensões mais profundas do Evangelho — o desencontro entre o chamado de Deus e as expectativas humanas. Há algo profundamente humano nessa reação da família. Eles observam Jesus a partir de categorias comuns: equilíbrio, reputação, segurança, normalidade. Aos olhos deles, alguém que se deixa consumir desse jeito, que rompe ritmos básicos da vida e se expõe ao conflito público, só pode ter perdido o juízo. O amor deles tenta proteger, mas acaba tentando conter. É um cuidado que, sem perceber, se opõe à missão. O texto nos convida a encarar uma verdade desconfortável: a fidelidade a Deus nem sempre parece sensata para quem olha de fora — às vezes nem para quem está perto. O Rei...

Evangelho do Dia 23/01/2026

São Marcos 3:13-19 No Evangelho de hoje, Jesus sobe ao monte e chama aqueles que Ele quis, e eles foram até Ele. Esse detalhe simples revela algo profundo: o chamado nasce da vontade de Cristo , não do mérito humano. Antes de qualquer missão, há um encontro. Antes do envio, há a convivência. Jesus escolhe pessoas comuns, com histórias imperfeitas, para estarem com Ele. A primeira vocação dos discípulos não é fazer, mas estar — aprender o ritmo do Mestre, ouvir Sua voz, deixar-se transformar pela proximidade. O texto mostra que Jesus constitui os Doze com um propósito claro: para que estivessem com Ele, para pregarem e para terem autoridade sobre os males que oprimem. A intimidade precede a missão, e a missão flui da comunhão. Não há verdadeira autoridade espiritual sem relacionamento com Cristo . Ao mesmo tempo, os nomes listados revelam diversidade, fragilidade e até contradição. Entre eles há pescadores impulsivos, um cobrador de impostos desprezado e até aquele que o trairia. A...

Evangelho do Dia 22/01/2026

São Marcos 3:7-12 No Evangelho de hoje, Jesus se afasta com seus discípulos para junto do mar, mas a multidão não se afasta dele. Pessoas vêm de todos os lados, movidas pela dor, pela esperança e pela necessidade de cura. Há algo profundamente humano nessa cena: mesmo quando Jesus se retira, Ele continua sendo encontrado. Sua presença atrai, não por espetáculo, mas porque nela existe vida. O texto mostra um Jesus consciente da fragilidade humana. Ele pede um barco, não para se exibir, mas para não ser esmagado pela multidão. Isso revela um Cristo acessível, porém cuidadoso; disponível, mas não imprudente. Ele acolhe muitos, cura muitos, mas também estabelece limites. Há aqui uma lição silenciosa sobre equilíbrio: até mesmo o amor precisa de espaço para continuar sendo amor. Os espíritos impuros o reconhecem e proclamam quem Ele é, mas Jesus os repreende e os cala. A identidade de Jesus não nasce do clamor desordenado, nem de vozes que não compreendem o propósito do Reino. Ele ...

Evangelho do Dia 21/01/2026

São Marcos 3:1-6 No Evangelho de hoje, Jesus entra na sinagoga sabendo que será observado, não para aprenderem com Ele, mas para julgá-Lo. Diante do homem da mão atrofiada, o silêncio dos presentes revela mais dureza do que qualquer palavra. Jesus pergunta se é lícito fazer o bem ou o mal no sábado, salvar a vida ou deixá-la perecer — e ninguém responde. Esse silêncio denuncia um coração mais paralisado do que a mão enferma. A cena nos confronta: quantas vezes usamos a religião para nos esconder da compaixão, preferindo a segurança das regras à coragem do amor? A indignação de Jesus nasce do amor ferido pela insensibilidade. Ele não ignora a Lei, mas a cumpre em sua essência: o sábado existe para a vida, não para a omissão. Ao ordenar que o homem estenda a mão, Jesus devolve dignidade, movimento e futuro. A cura acontece quando alguém se dispõe a confiar e obedecer, mesmo sob olhares hostis. Assim, o milagre não é apenas físico; é a restauração da esperança em meio a um ambiente ...

Evangelho do Dia 20/01/2026

São Marcos 2:23-28 No Evangelho de hoje, Jesus caminha com seus discípulos por um campo em dia de sábado, e o simples gesto de colher espigas se torna motivo de acusação. O texto revela mais do que um conflito sobre regras religiosas; ele expõe o coração da fé e a maneira como Deus se relaciona com o ser humano. Os fariseus veem a lei antes de verem a fome. Jesus , porém, vê pessoas antes de ver normas. Ao recordar Davi comendo os pães da apresentação, Ele nos conduz a uma compreensão mais profunda: a lei nunca foi criada para oprimir, mas para servir à vida. Quando a observância se torna mais importante do que o cuidado, ela perde seu sentido e se transforma em peso. “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado.” Nessa afirmação, Jesus nos liberta de uma espiritualidade rígida e sem compaixão. O descanso não é um fim em si mesmo, mas um presente. Ele existe para restaurar, para devolver dignidade, para lembrar que a vida não pode ser reduzida a obrigações incess...

Evangelho do Dia 19/01/2026

São Marcos 2:18-22 O Evangelho de hoje nos convida a perceber que a vida com Deus não pode ser reduzida a formas rígidas ou costumes repetidos sem sentido. Quando questionam Jesus sobre o jejum, Ele responde com imagens simples e profundas: a alegria da presença do noivo, o pano novo que não combina com roupa velha, o vinho novo que não cabe em odres antigos. Tudo isso aponta para uma verdade essencial: Deus está sempre fazendo algo novo, e o coração humano precisa estar disposto a acolher essa novidade. A presença de Jesus inaugura um tempo diferente. Não é um momento de luto, mas de encontro, de alegria e de transformação. O jejum, que antes expressava espera e anseio, perde seu sentido quando o próprio cumprimento da promessa está ali, caminhando entre as pessoas. Isso nos lembra que práticas espirituais só têm valor quando estão ligadas a um relacionamento vivo com Deus , e não quando se tornam obrigações vazias. O pano novo e o vinho novo revelam o risco de tentar encaixar ...

Evangelho do Dia 17/01/2026

São Marcos 2:13-17 À beira do caminho, Jesus passa e vê Levi sentado na coletoria. Não vê apenas um cobrador de impostos, marcado pelo desprezo social e pela desconfiança religiosa; vê uma pessoa. O convite é simples e direto: “Segue-me”. Não há discursos longos, nem exigências prévias. Levi se levanta. O encontro com Jesus provoca movimento, ruptura, recomeço. Logo depois, Jesus está à mesa com publicanos e pecadores. A mesa, lugar de intimidade e comunhão, torna-se sinal do Reino. Ele não espera que essas pessoas se tornem “dignas” para então se aproximar; aproxima-se para que a transformação seja possível. A crítica dos escribas revela uma lógica excludente: separar os puros dos impuros, os justos dos errados. Jesus responde com uma imagem poderosa e cheia de misericórdia: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas os doentes”. Essa palavra não diminui ninguém; pelo contrário, revela a missão de Cristo . Ele não vem confirmar superioridades morais, mas curar, resta...

Evangelho do Dia 16/01/2026

São Marcos 2:1-12 No Evangelho de hoje, somos convidados a entrar numa casa cheia — não apenas de pessoas, mas de expectativas, limites e fé em movimento. A multidão se aperta ao redor de Jesus , tornando impossível qualquer aproximação convencional. Ainda assim, quatro homens se recusam a aceitar o “não dá” como resposta. Eles sobem ao telhado, quebram a estrutura e descem o amigo paralítico até os pés de Jesus . Antes mesmo de qualquer palavra ser dita, o texto afirma algo poderoso: Jesus viu a fé deles. Essa fé não é abstrata nem silenciosa; ela age, insiste, carrega peso e enfrenta obstáculos. É uma fé comunitária, que se manifesta no cuidado com o outro. O paralítico não caminha até Jesus — ele é levado. Isso nos lembra que, em muitos momentos da vida, nossa força espiritual também depende de quem nos carrega quando já não conseguimos ir sozinhos. A resposta de Jesus , porém, surpreende: antes da cura física, Ele oferece perdão. “Filho, os teus pecados estão perdoados.” A nec...

Evangelho do Dia 15/01/2026

São Marcos 1:40-45 No Evangelho de hoje, somos colocados diante de um encontro que muda tudo. Um leproso se aproxima de Jesus — alguém que, aos olhos da sociedade, já não deveria se aproximar de ninguém. Ele carrega no corpo a doença, mas carrega na alma algo ainda mais profundo: a exclusão, o silêncio forçado, a vida à margem. Ainda assim, ele ousa. Ousadia de quem acredita que a misericórdia pode ser maior do que a rejeição. “Se queres, podes curar-me.” Não é uma exigência, é um abandono confiante. Jesus responde de um modo que quebra todas as expectativas: Ele sente compaixão e toca o homem. O toque aqui é tão importante quanto a cura. Antes mesmo da pele ser restaurada, a dignidade já foi. Jesus não cura à distância; Ele se aproxima, atravessa o medo do contágio e as regras sociais. É como se dissesse, sem palavras: “Você vale o risco.” Esse gesto revela um Deus que não tem nojo das nossas feridas, que não se afasta do que está quebrado, mas entra em contato com isso. Depois...

Evangelho do Dia 14/01/2026

São Marcos 1:29-39 Esse Evangelho nos apresenta um Jesus em movimento, profundamente próximo da vida real das pessoas. Ele sai da sinagoga e entra na casa, do espaço religioso para o cotidiano, mostrando que o cuidado de Deus não se limita ao sagrado institucional, mas se manifesta na intimidade das relações e nas dores concretas. Ao curar a sogra de Pedro, Jesus não apenas devolve a saúde, mas restaura a dignidade e a capacidade de servir; a cura gera vida que se transforma em doação. O milagre não termina no alívio da febre, mas no retorno ao sentido da existência. À medida que o dia avança, multidões se aproximam, trazendo doenças, sofrimentos e esperanças. Jesus acolhe, escuta, cura. Contudo, o texto nos surpreende ao mostrar que, ainda de madrugada, Ele se retira para um lugar deserto para rezar. No meio do sucesso e das demandas, Jesus busca o silêncio e a intimidade com o Pai. Esse gesto revela que a fonte da ação não é o aplauso nem a urgência das necessidades, mas a com...

Evangelho do Dia 13/01/2026

São Marcos 1:21b-28b No Evangelho de hoje, somos conduzidos à sinagoga de Cafarnaum, lugar de oração e de escuta da Lei, onde algo profundamente novo acontece. Jesus ensina, mas não como os mestres habituais. Suas palavras não são mera repetição de tradições; elas carregam autoridade, uma força que toca o íntimo e desestabiliza o que estava acomodado. Diante dele, a Palavra deixa de ser apenas explicada e passa a ser experimentada. Essa autoridade se manifesta de modo ainda mais claro quando o espírito impuro reage. É significativo que o mal reconheça Jesus antes mesmo de muitos homens: “Eu sei quem tu és: o Santo de Deus !” A presença de Jesus provoca, revela, traz à luz o que estava oculto. Onde Ele chega, não há neutralidade. Sua palavra incomoda, confronta, expulsa aquilo que aprisiona e desumaniza. Jesus não dialoga longamente com o espírito impuro, nem negocia com ele. Sua ordem é simples e firme: “Cala-te e sai dele!” Aqui, o Evangelho nos mostra que o poder de Jesus não...

Evangelho do Dia 12/01/2026

São Marcos 1:14-20 O Evangelho de hoje nos coloca diante de um início que é, ao mesmo tempo, simples e profundamente transformador. Jesus surge após a prisão de João Batista, anunciando que “completou-se o tempo” e que o Reino de Deus está perto. Há uma urgência serena em suas palavras: o tempo não é apenas cronológico, mas um tempo carregado de sentido, um convite a mudar de direção, a converter o coração e a confiar na Boa-Nova. O chamado dos primeiros discípulos acontece no cotidiano, à beira do mar, enquanto trabalham. Não há cenários grandiosos nem preparações longas. Jesus entra na vida deles exatamente onde estão. Simão, André, Tiago e João são pescadores comuns, envolvidos em redes, barcos e rotinas. Ainda assim, quando ouvem “Segui-me”, algo se rompe e algo nasce: eles deixam imediatamente as redes, o barco, o pai, as seguranças conhecidas. O seguimento começa com um desapego concreto, mas sobretudo com uma confiança radical naquele que chama. Essa passagem revela que o ...

Evangelho do Dia 07/01/2026

São Marcos 6:45-52 No Evangelho de hoje, vemos os discípulos no meio do mar, lutando contra o vento contrário, enquanto Jesus parece, à primeira vista, distante. A cena é profundamente humana: eles obedeceram, entraram no barco, mas mesmo assim enfrentam dificuldade, cansaço e medo. A obediência não os poupou da tempestade. Isso nos ensina que seguir a vontade de Deus não nos isenta das lutas; muitas vezes, é justamente no caminho da obediência que o vento se torna mais forte. Jesus , porém, não está ausente. O texto diz que Ele os vê remando com dificuldade. Mesmo quando não O percebemos no barco, o olhar de Cristo nos alcança. Ele enxerga o esforço silencioso, a fadiga que ninguém mais nota, a fé que insiste em não desistir. Há consolo em saber que não lutamos invisíveis diante de Deus . Quando Jesus caminha sobre as águas, os discípulos se assustam. O medo os impede de reconhecer a presença que vem para salvá-los. Quantas vezes acontece o mesmo conosco? Oramos por ajuda, mas ...

Evangelho do Dia 06/01/2026

São Marcos 6:34-44 Ao ver a multidão, Jesus é movido por compaixão, porque percebe pessoas cansadas, famintas e sem direção, como ovelhas sem pastor. Esse olhar atento revela um Deus que não se incomoda com a fragilidade humana, mas se aproxima dela. Nesse Evangelho, a necessidade do povo não é apenas espiritual; é concreta, diária, marcada pela fome e pelo cansaço. Jesus ensina, acolhe e, no tempo certo, cuida também do que parece simples, mas é essencial: o pão. O episódio da multiplicação mostra que, diante da escassez, Jesus não age sozinho. Ele envolve os discípulos, mesmo quando eles enxergam apenas a insuficiência: poucos pães, alguns peixes, muitos rostos. O que para eles era limite, nas mãos de Jesus torna-se possibilidade. Isso nos ensina que Deus não espera que tenhamos tudo, mas que ofereçamos o que temos, por menor que pareça. A partilha abre espaço para o milagre. Há também um convite silencioso à confiança. O povo se senta, espera, e recebe. Ninguém corre, ningu...